Intro: A Fênix.

Todos gostam de se ver como alguma coisa, ou um animal… fazer uma comparação.

Eu gostava de me ver como uma Fênix. Não gosto mais.
Segundo a mitologia grega, a Fênix, é um pássaro que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas.

Eu me considerava uma Fênix, porque toda vez que eu sofria uma queda, eu ressurgia de alguma forma, mais forte.

Mas as quedas, de um ano para cá, têm parecido intransponíveis (apesar de terem havido “ressurreições”). A última foi um acidente de carro que, segundo parentes e pessoas que presenciaram, eu tinha morrido. Segundo os bombeiros do resgate, foi um milagre eu estar vivo. Segundo os médicos que me atenderam no P.S. Central, foi um milagre eu não ter ficado paraplégico. E, pra mim, um milagre ter ficado só com duas vértebras fraturadas.

O ponto é, minhas principais quedas tiveram (creio eu) um único responsável. Sempre. Ele é conhecido como: Relaciomentos.

Vou retomar alguns anos, e diversos relacionamentos. Alguns vou tentar analisar com bastante profundidade, pois provavelmente são os que ainda guardo algum tipo de recordação. Outros vão ser tratados apenas como fatos… Mero conhecimento de causa.

A idéia é tentar me auto-analisar (se é que isso é possível), anotar tudo o que lembro, e fazer uma higiene mental nesse aspecto que creio ser o que mais me prejudica. Esquecer a maioria dos fatos, recordações e possíveis mágoas que ainda posso ter.

Porque sim… eu cansei de ser a Fênix…

* incentivado por The evil that man do, interpretado por Marc Ferr
** a imagem original vem daqui.

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